Parceria viabiliza estudo de plantas medicinais
Quem nunca tomou um chá, aplicou um emplastro ou fez uma infusão com ervas medicinais? Fazer uso de receitas caseiras para curar enfermidades faz parte da cultura brasileira. Mas essa prática é eficiente? Traz riscos à saúde? Qual a diferença entre automedicação e sabedoria popular? Para responder a essas perguntas o Instituto Nossa Senhora da Glória – INSG/Castelo iniciou o projeto Plantas Medicinais - do uso terapêutico a cosmetologia. A Faculdade Salesiana é parceira da iniciativa, que contará com o apoio do curso de Comunicação Social.
O Instituto vai construir uma horta medicinal para estudar as propriedades curativas das plantas. Os alunos de Publicidade e Propaganda vão desenvolver um trabalho sobre a influência da propaganda no comportamento dos cidadãos, alertando para o perigo do consumo indiscriminado de medicamentos - naturais ou não.
Uma área de
De acordo com a professora Márcia Alfradique, idealizadora do projeto, esse trabalho pretende desmistificar o uso popular de algumas ervas medicinais, como o boldo, por exemplo. A bióloga explica que o boldo da terra, muito comum no Brasil, vem sendo usado por gerações para curar problemas gastro-hepáticos. Contudo, somente o boldo do chile possui comprovação científica dessa propriedade. “O bem-estar produzido pelo boldo comum é o que chamamos de efeito placebo. Ou seja, é produzido pela mente da pessoa que toma a substância e acredita no seu poder de cura”, explicou.


