Novo curso da Salesiana vira notícia
Confira a matéria sobre o curso de Engenharia Química, publicada no Jornal O Debate em janeiro de 2010:
Engenharia Química em expansão promete contratação de profissionais
Demanda estimula o crescimento de cursos em Macaé
A grande perspectiva de exploração de petróleo e gás nas camadas do pré-sal tem movimentado o mercado
A inserção de profissionais no mercado de trabalho, provenientes da própria região, foi destacada pelo professor de Geologia do Petróleo, Luís Maurício Silva e Lima, como um dos pontos que merece atenção. “Ao capacitar em Macaé, estamos aproveitando o potencial e o talento local, estimulando a absorção de pessoas por um mercado criterioso, que terá, sem dúvida, uma mão-de-obra mais adequada psicologicamente por já estar perto do local de origem, de residência”, afirmou Luís.
O coordenador do curso de Engenharia Química da Salesiana, Warlley Antunes, afirmou que a área de trabalho local promissora pode ser o grande atrativo deste curso, uma vez que está em expansão, sobretudo no interior fluminense. “O aumento da produção do petróleo e de outros combustíveis biodegradáveis, como o etanol, vai impulsionar o mercado nos próximos anos”, disse ele.
O professor ainda ressaltou o Pólo Petroquímico de Itaboraí e a vocação pela indústria de energia como pontos fortes da região. Warlley também é mestre
O DEBATE: Qual o perfil que um profissional de Engenharia Química precisa ter para conseguir se destacar durante o seu desenvolvimento na área?
Warlley Antunes: Para se tornar um engenheiro químico é preciso gostar de química, matemática e física. Além disso, é necessário que ele apresente algumas características, como por exemplo: agilidade; atenção a detalhes; capacidade de decisão; curiosidade; capacidade de organização e de resolver problemas práticos; criatividade; gosto pale pesquisa e pelos estudos; habilidade para trabalhar em equipe; interesse em projetar e pelo funcionamento das coisas, pelas ciências, por novas técnicas e tecnologias; e senso prático.
O DEBATE: Quais são as perspectivas que o mercado de trabalho pode oferecer a futuros engenheiros químicos?
Warlley Antunes: Antes de mais nada, é importante frisar que o engenheiro químico tem um vasto campo de atuação: controle de qualidade em Indústrias químicas, agroquímicas, petroquímicas, de processamento de alimentos; controle de qualidade na área ambiental; projeto e operação de processos industriais; instrumentação e controle automático de processos; avaliação econômico-financeira de projetos, gerenciamento industrial; ensino em cursos técnicos e universidades; pesquisador em centros de pesquisa públicos ou privados; e vendas técnicas na área de químicos.
Enfatizando a região de Macaé, podemos destacar as diversas empresas de projeto na área de petróleo e gás, empresas fornecedoras de produtos químicos para produção e processamento primário de petróleo; empresas ligadas às questões ambientais, termoelétricas. Abrindo um pouco mais o círculo de abrangência, temos o pólo petroquímico de Itaboraí, que já está em fase de implantação; usinas de açúcar e álcool na região de Campos.
O DEBATE: Pela sua experiência profissional, existe a demanda dessa mão-de-obra na região?
Warlley Antunes: Sim, Ressalto a demanda futura próxima devido a implantação do pólo petroquímico de Itaboraí. Temos demanda das empresas de projeto instaladas em Macaé, bem como das empresas fornecedoras de produtos químicos para o processamento de petróleo. Não esquecendo ainda os diversos cursos técnicos instalados na região onde os profissionais poderão atuar como professores.


