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Novo curso da Salesiana vira notícia

Engenharia_QumicaConfira a matéria sobre o curso de Engenharia Química, publicada no Jornal O Debate em janeiro de 2010:

 

Engenharia Química em expansão promete contratação de profissionais

Demanda estimula o crescimento de cursos em Macaé

A grande perspectiva de exploração de petróleo e gás nas camadas do pré-sal tem movimentado o mercado em Macaé. As empresas já vislumbram a contratação de profissionais capacitados que residam na própria região fluminense, o que, certamente, contribuirá para a formação de mão de obra local. Cursos em diferentes níveis têm sido implantados na cidade, entre eles está o de Engenharia Química, oferecido pela Faculdade Salesiana de Macaé - FSMA. Aprovado recentemente pelo Ministério da Educação - MEC, o curso oferece 50 vagas no processo seletivo 2010. O vestibular acontece no dia 19 de janeiro, às 18h30, na Salesiana.

A inserção de profissionais no mercado de trabalho, provenientes da própria região, foi destacada pelo professor de Geologia do Petróleo, Luís Maurício Silva e Lima, como um dos pontos que merece atenção. “Ao capacitar em Macaé, estamos aproveitando o potencial e o talento local, estimulando a absorção de pessoas por um mercado criterioso, que terá, sem dúvida, uma mão-de-obra mais adequada psicologicamente por já estar perto do local de origem, de residência”, afirmou Luís.

O coordenador do curso de Engenharia Química da Salesiana, Warlley Antunes, afirmou que a área de trabalho local promissora pode ser o grande atrativo deste curso, uma vez que está em expansão, sobretudo no interior fluminense. “O aumento da produção do petróleo e de outros combustíveis biodegradáveis, como o etanol, vai impulsionar o mercado nos próximos anos”, disse ele.

O professor ainda ressaltou o Pólo Petroquímico de Itaboraí e a vocação pela indústria de energia como pontos fortes da região. Warlley também é mestre em Engenharia Química e engenheiro de processamento da Petrobras e explicou que outro atrativo que promete perspectivas de uma boa colocação é o salário, que, segundo ele, pode variar entre R$ 3.600 e R$ 4 mil reais no início da carreira. O DEBATE conversou com Warlley, que destacou as características que um candidato precisa ter para atuar neste segmento e as principais atribuições que um engenheiro químico desempenha no cotidiano.

O DEBATE: Qual o perfil que um profissional de Engenharia Química precisa ter para conseguir se destacar durante o seu desenvolvimento na área?

Warlley Antunes: Para se tornar um engenheiro químico é preciso gostar de química, matemática e física. Além disso, é necessário que ele apresente algumas características, como por exemplo: agilidade; atenção a detalhes; capacidade de decisão; curiosidade; capacidade de organização e de resolver problemas práticos; criatividade; gosto pale pesquisa e pelos estudos; habilidade para trabalhar em equipe; interesse em projetar e pelo funcionamento das coisas, pelas ciências, por novas técnicas e tecnologias; e senso prático.

O DEBATE: Quais são as perspectivas que o mercado de trabalho pode oferecer a futuros engenheiros químicos?

Warlley Antunes: Antes de mais nada, é importante frisar que o engenheiro químico tem um vasto campo de atuação: controle de qualidade em Indústrias químicas, agroquímicas, petroquímicas, de processamento de alimentos; controle de qualidade na área ambiental; projeto e operação de processos industriais; instrumentação e controle automático de processos; avaliação econômico-financeira de projetos, gerenciamento industrial; ensino em cursos técnicos e universidades; pesquisador em centros de pesquisa públicos ou privados; e vendas técnicas na área de químicos.

Enfatizando a região de Macaé, podemos destacar as diversas empresas de projeto na área de petróleo e gás, empresas fornecedoras de produtos químicos para produção e processamento primário de petróleo; empresas ligadas às questões ambientais, termoelétricas. Abrindo um pouco mais o círculo de abrangência, temos o pólo petroquímico de Itaboraí, que já está em fase de implantação; usinas de açúcar e álcool na região de Campos.

O DEBATE: Pela sua experiência profissional, existe a demanda dessa mão-de-obra na região?

Warlley Antunes: Sim, Ressalto a demanda futura próxima devido a implantação do pólo petroquímico de Itaboraí. Temos demanda das empresas de projeto instaladas em Macaé, bem como das empresas fornecedoras de produtos químicos para o processamento de petróleo. Não esquecendo ainda os diversos cursos técnicos instalados na região onde os profissionais poderão atuar como professores.

 
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